Ela entrou, olhou delicadamente em volta, como se entrasse em um ambiente familiar, parecendo uma realeza; tudo era impecável, o semblante, a forma classica de caminhar, foidelicadamente, quase que deslizando até um balcão para preencher um envelope de deposito, sempre com um sorriso delicado no rosto, apoiou-se delicadamente no balcão com uma das mãos, e verificou alguma caneta disponível, ao alcançala, observou se não tinha mais ninguém querendo alcança-la, observando de rabo de olho que não havia mais ninguém, apressou então as mãos e a pegou do balcão, colocou o óculos, e com a caneta escriturou o envelope de depósito, terminando... fechou-o inclinando levemente para trás, com um ar de alegria por fazer algo tão simples, tomou folego, observou seu objetivo, e caminhou até a fila do caixa eletrônico, ali mesmo, alegre e saltitante, em seus possiveis 80 anos de idade, parecia mais uma criança feliz, como se o mundo fosse perfeito e todas as pessoas fossem isentas de maldade, tão alegre e que estava, era claro sua
receptividade, não falou uma só palavra com ninguém, mas era tão obvio que sua voz era calma como um lago num fundo da floresta, chegando sua vez, apertou todas as teclas sem corrigir um ato, introduziu o envelope de deposito, pegou o papel de confirmação e observando em volta, abandonou o local. A idade alcançou seu corpo, mas não sua alma.
Um comentário:
Adorei a estória.. quero chegar aos 80 igual a ela.. sem errar nenhuma tecla e principalmente com a alma mais jovem ainda.. Lindo texto... beijos
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